segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ATELIER - ARTES DECORATIVAS / ARTESANATO

Artes Decorativas - Artesanato pretende constituir um espaço de manifestação artística, mostrando novos aspectos da arte de decoração moderna através da aplicação de métodos simples de aproveitamento de materiais e de criação de novas utilidades a objectos básicos.


Se estas interessado/a em aprender Artes Decorativas - Artesanato, vem frequentar um dos nossos grupos e, quem sabe, talvez descobrir um talento que desconhecias!



Podes aprender a fazer:
- Encadernação;
- Técnica de découpage;
- Pintura em vidro e madeira;
- Decoração de barros e pasta de modelar.
- Tapeçaria;
- Bordados;
- Bijutaria e acessórios;
- outras técnicas …



Horário:
Grupo - I - Professor Luciano - Terças – 15h10m

Grupo - II - Professora Conceição - Terças -13h30m Quintas- 14h15m

Grupo - III - Professora Lúcia - Terças – 14h15m

Grupo - IV - Professora Grasiela - Quarta -10h05m

Grupo - V - Professora Céu - Sexta – 8h20m

Grupo - VI - Professora Manuela - Sexta – 11h45m

Para te inscreveres dirigi-te a uma Professor/a de E.V.T (2º ciclo) e ET (3º ciclo).


No dia 2 de Dezembro realizou-se a feirinha dos trabalhos realizados pelos alunos no atelier. O dinheiro angariado será para os custos do atelier e para comprar novos materiais e materiais de desgaste ( Trintas acrílicas, tintas de vitral, tintas de tecido, guardanapos decorativos, verniz cerâmico, verniz de vitral, verniz spray, cola branca, etc…)




No dia 10, 17,18 e 19 de Março realizou-se a feirinha com os trabalhos realizados pelos alunos para o DIA DO PAI.




Os alunos no atelier:












segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O PONTO E A LINHA


O PONTO


Se de noite, olhares para o céu sem nuvens, podes observar que o grande espaço da abóbada celeste parece salpicada de pontos luminosos: uns pequenos, outros grandes, uns dispersos, outros agrupados - são os astros, que se encontram a milhares de quilómetros de distância da Terra.


Também podes encontrar o ponto na areia da praia, nas sardas do rosto de uma pessoa, ...

Em EVT o ponto actua como forma e desenvolve-se numa superfície limitada a que damos o nome de Campo Visual.
O ponto é um elemento visual que também serve para definir as formas das coisas. Sequências de pontos definem linhas que, repetidas em mancha, definem formas. Através do ponto, é possível exprimir pelo desenho as formas que quisermos.

O PONTO NA ARTE:


Kandinsky


Seurat


A LINHA

Se fizeres um ponto com o bico do lápis sobre um papel e o deslocares obténs uma linha. Ao observares o meio envolvente poderás descobrir linhas quer na natureza, quer em realizações humanas:

- os nossos cabelos parecem linhas;
- um avião a jacto que cruza o céu, deixa um rasto de fumo que parece uma linha;
- os carris de ferro por onde os comboios se deslocam são linhas;
- na praia ao olhares para o mar vês a linha do horizonte.

A linha como forma visual está muito presente na nossa paisagem, como por exemplo a linha de contorno das pétalas de uma flor.
A linha é por isso um elemento gráfica de desenho muito importante. Com a linha definimos as formas das coisas, exprimimos ideias e sensações.
A linha pode ser curva, ondulada, concentrada ou dispersa, quebrada, em movimentos lentos ou rápidos.



A LINHA NA ARTE:


Van Gogh


Vieira da Silva


PESQUISA EM: http://www.ensinarevt.com/conteudos/ponto-linha/index.html

TÉCNICAS DE PINTURA

MATERIAIS, INSTRUMENTOS,
TÉCNICAS E SUPORTES


Para desenhar utiliza-se um grande número de materiais, que aplicadas através de diversos instrumentos, de acordo com a sua técnica de utilização. À superfície que acolhe a imagem por ti criada dá-se o nome de suporte.


LÁPIS DE COR

Os lápis de cor resultam da mistura de pigmentos com um aglutinante (substâncias que contêm ligadas as partículas do pigmento) e um lubrificante, como a cera (que os torna mais macios no contacto com o suporte). Apresentam-se em lápis de madeira.
A mesma cor pode aparecer mais clara ou mais escura, consoante se sobrepuserem menos ou mais traços.
Por sobreposição de cores, podem obter-se outras cores e tonalidades.

Esfumar com lápis de cor
Devemos afiar o lápis guardando o pó que dele se desprende. Depois com o dedo devo levar esse pó até junto da superfície e faço o efeito de esfumar.

MARCADORES

O marcador é um material de desenho e pintura também conhecida por borrona ou caneta de feltro. Este nome vem da sua própria constituição. Na verdade, é formada por um reservatório cilíndrico, embebido em tinta, que termina numa ponta de feltro.
A técnica a aplicar é semelhante à do lápis de cor – devemos ir riscando, progressivamente, a superfície a colorir.
A sua utilização é bastante fácil, apesar de ser um material com certas limitações, uma vez que não permite a mistura de cores, nem se ajusta à pintura de grandes superfícies.
Com eles conseguimos, no entanto, cores bastante fortes e de grande luminosidade, assim como contornos precisos e rigorosos. Com a técnica do ponteado também podemos obter efeitos bastante interessantes.

LÁPIS DE CERA

O lápis de cera é um material gorduroso utilizado para colorir superfícies grandes, porque ao contrario do lápis de cor e devido à sua forma, não possibilita um trabalho com pormenor.
Quando pintamos directamente com lápis de cera, é conveniente iniciarmos a pintura pelas cores mais claras, para depois aplicar as mais escuras. Procedendo o assim o resultado final do trabalho tem mais qualidade.


Esfumar com cera
Os lápis de cera são utilizados para colorir, mas os dedos é que vão produzir o efeito de esfumar.

Raspagem
Aplicam-se duas ou mais camadas de ceras com cores diferentes uma sobre as outras. Com um canivete raspamos as camadas que estão à superfície, o que fará aparecer a cor que está em baixo.



GUACHE

Os guaches são tintas em pasta que se diluem em água. No entanto, as suas cores são opacas e com menos brilho.
O guache apresenta-se em tubos, numa grande variedade de cores. As diferentes cores podem ser misturadas entre si utilizando godés, nome que se dá aos pequenos recipientes adequados ao efeito (estes, podem ser improvisados, por exemplo, com tampas pequenas). Esta tinta constitui a solução ideal em pinturas onde as superfícies devam apresentar-se lisas e bem demarcadas.
Os papéis utilizados como suporte da pintura devem ser grossos e encorpados, para absorverem a água.
Para começar a pintar deves pintar o contorno da forma, com um pincel fino. Para preencher a superfície restante, utiliza o pincel mais grosso.
Depois de secas as superfícies, podes sobrepor nova cores, criando padrões e texturas variadas.

TEXTURA



O que é a Textura?



A textura é o aspecto de uma superfície ou seja, a pele de uma forma, que permite identificá-la e distingui-la de outras formas. Quando tocamos ou olhamos para um objecto ou superfície "sentimos" se a superfície é lisa, rugosa, macia, áspera ou ondulada. A Textura é por isso uma sensação visual ou táctil.

Quanto ao aspecto Visual podemos agrupar as texturas em:

Texturas Naturais:
São aquelas que resultam da intervenção natural humana no meio ambiente ou que caracterizam o aspecto exterior das formas e coisas existentes na Natureza (cascas de troncos de árvores, madeira, folhas, rochas, peles e outros revestimentos de animais).




Texturas Artificiais:
São aquelas que resultam da intervenção humana através da utilização de materiais e instrumentos devidamente manipulados. O Homem desde sempre tenta criar nas superfícies/objectos, texturas idênticas às criadas na Natureza, logo elas são o reflexo do modo como expressamos o nosso entendimento do mundo que nos rodeia. Dependem da manipulação das matérias e das técnicas utilizadas e do modo como utilizamos as linguagens plásticas.Por meio de elementos lineares, pontuais, de manchas, incisões, etc, podemos criar texturas com características ornamentais ou funcionais.




http://ensinarevt.com/conteudos/textura/index.html

FORMA/FUNÇÃO



A
Observando a natureza, o Homem utiliza e recria as formas adaptando-as à sua função.
Hoje em dia há, cada vez mais, a preocupação de relacionar a forma de um objecto à sua função. Olha à tua volta e vais reparar que quase todos os objectos que te rodeiam têm uma função. Um lápis, por exemplo, se tivesse a forma de um prato, não seria prático ou funcional. O mesmo aconteceria se uma raquete de ténis fosse feita em esponja.

A fábula da Raposa e da Cegonha
Um dia a raposa foi visitar a cegonha e convidou-a para jantar.Na noite seguinte, a cegonha chegou a casa da raposa.
- Que bem que cheira! – disse a cegonha ao ver a raposa a fazer o jantar.
- Vem, anda comer – disse a raposa, olhando o comprido bico da cegonha e rindo-se para si mesma.A raposa, que tinha feito uma saborosa sopa, serviu-a em dois pratos rasos e começou a lamber a sua. Mas a cegonha não conseguiu comer: o bico era demasiado comprido e estreito e o prato demasiado plano. Era, porém, demasiado educada para se queixar e voltou para casa cheiinha de fome.Claro que a raposa achou montes de piada à situação!A cegonha pensou, voltou a pensar e achou que a raposa merecia uma lição. E convidou-a também para jantar. Fez uma apetitosa e bem cheirosa sopa, tal como a raposa tinha feito. Porém, desta vez serviu-a em jarros muito altos e estreitos, totalmente apropriados para enfiar o seu bico.
- Anda, vem comer amiga Raposa, a sopa está simplesmente deliciosa. - espicaçou a cegonha, fazendo o ar mais cândido deste mundo.E foi a vez de a raposa não conseguir comer nada: os jarros eram demasiado altos e muito estreitos. - Muito obrigado, amiga Cegonha, mas não tenho fome nenhuma. - respondeu a raposa com um ar muito pesaroso. E voltou para casa de mau humor, porque a cegonha lhe tinha retribuído a partida.AFábula de La Fontaine (texto adaptado)



FORMA
No mundo, podemos observar, um grande número de formas diferentes. Saber observar é saber sentir, é ser sensível a tudo quilo que nos rodeia.


Tudo o que é visível tem uma forma, ocupa espaço, tem um tamanho, cor e textura


Formas naturais - no contacto directo com a Natureza, podes observar um enorme número de formas naturais, que existem na superfície da terra ou nos oceanos.

Formas artificias - o ser humano sente a necessidade de criar... Os edifícios, o mobiliário, as esculturas, os veículos, os brinquedos, entre outros fazem parte do nosso dia-a-dia, constituem o universo de formas artificias, ou seja criadas pelo homem.



Formas Bidimensionais e tridimensionais - as formas bidimensionais apresentam apenas duas dimensões: comprimento e a largura.
As formas tridimensionais além do comprimento e da largura têm também profundidade (altura), que define uma terceira dimensão no espaço. A profundidade é, portanto, a terceira dimensão.


As formas são simples ou mais complicadas conforme a sua função.
A forma mais simples que conheces é o ponto do i
Não deve ter largura
Não deve ter comprimento
Não deve ter altura

Mas existe. É, portanto, uma forma, o ponto.
Olha à tua volta, procurando descobrir formas naturais e artificias, e verás que elas estão adaptadas a função a que se destinam.

Importância da luz na forma - A luz é fundamental para visualizarmos as formas. Sem luz não vemos as formas, nem a sua posição, o espaço que ocupam, os contornos, as cores




Valor estético da forma
É na relação entre a forma e a função que a qualidade estética do objecto de design, ou seja, a sua beleza, se revela. quando um designer projecta um objecto, existe um conjunto de aspectos que ultrapassam as questões de funcionalidade.
Formas, texturas, cores, luz, movimento e materiais são tidos em conta nesta preocupação estética. a concepção deve resultar num todo coerente e funcional. Os designer dão vida às suas ideias e aos seus sentimentos, reflectindo assim o seu entendimento do mundo e da sua época.

O design
Actualmente, o design é uma área cada vez mais explorada e divulgada entre nós. Nesta área, existe uma grande variedade de actividades, que podem ir desde o design gráfico ou design de equipamentos ou industrial, passando pela moda. Estas actividade passam sempre pelo desenvolvimento de um projecto, no qual se usa uma linguagem técnica e se consideram os métodos de produção que asseguram a qualidade global do projecto.




LUZ - COR


PERCEPÇÃO DA COR

Sem luz não existe cor!
A luz solar é composta por um conjunto de radiações, que é possível decompor utilizando um prisma de cristal (ou prisma óptico). Este decompõe a luz branca nas sete cores que a constituem: magenta, alaranjado, amarelo, verde, azul ciano, anil e violeta. Foi cientista Isaac Newton quem descobriu este fenómeno.


O arco-íris não é mais do que a luz solar decomposta nestas cores, sendo esta decomposição feita por gotículas de água, que funcionam como prismas

Na natureza existem diferentes cores porque as radiações de luz de diferentes comprimentos de onda são absorvidas e/ou reflectidas de acordo com as características dos objectos.
Percepcionamos determinada cor num objecto porque este absorve todos os comprimentos de onda, excepto o dessa cor (são excepção o branco, que reflecte todos os comprimentos de onda, e o negro que os absorve na totalidades).


A COR OMO VALOR EXPRESSIVO

A cor é um elemento importante na linguagem visual: influencia o nosso comportamento, transmite mensagens.
No dia-a-dia, a cor está sempre presente e muitas vezes associado a significados simbólicos
Podes encontra-la, por exemplo:

Num sinal, numa bandeira, num spot publicitário, num estado de espírito…



A imensidão de cores presentes na Natureza é de grande beleza. Poderás encontrá-la nos alimentos, na paisagem, nas flores e nos animais que, muitas vezes, a utilizam para comunicarem entre si, nomeadamente como disfarce defesa ou sedução.


LUZ E A COR SÃO INSEPARÁVEIS

A cor de um objecto é aquela que corresponde à cor reflectida, quando a chamada luz branca incide nesse mesmo objecto.
Há três cores primárias: o azul ciano, o magenta e o amarelo. Chamam-se cores primárias porque são cores puras, ou seja, cores que não se conseguem com a mistura de outras cores.


Também há três cores secundárias: a cor de laranja, o verde e o violeta. Chamam-se cores secundárias porque se conseguem obter a partir da mistura de duas cores primárias.


CORES INTERMÉDIAS

As cores intermédias ou terciárias obtêm-se misturando cada cor secundária com uma primária.

CORES COMPLEMENTARES
São cores que se encontram diametralmente opostas no circulo cromático.
Assim, a cor complementar do magenta é o verde, do amarelo é o violeta,
e do azul é o laranja.


Podemos agrupar as cores em:

FRIAS
São aquelas que nos transmitem a sensação de frio.

O Azul, o Verde e o Violeta (ou roxo);
As cores da água.


QUENTES
São aquelas que nos transmitem a sensação de calor
O amarelo, o laranja e o encarnado;
As cores do fogo.

Podemos ainda obter tonalidades

De uma mesma cor;
claras, adicionando-lhe branco;

escuras, adicionando-lhe preto.

CORES NEUTRAS

Chamam-se assim, porque o branco é a presença de todas as cores e o preto é a ausência de todas elas.
Brincando com as cores, podes obter:
- Contraste

LETRA

PRIMEIROS SINAIS



As primeiras formas de escrita consistem em conjuntos de figuras de pessoas, animais e objectos de uso diário. Estas figuras são dominadas “pictogramas” e as mais antigas que se conhecem datam de cerca de 3000 a. c.. Para ler este tipo de escrita não é imprescindível falar a mesma língua da pessoa que fez os pictogramas. Basta reconhecer os símbolos mas também é fácil interpretar erradamente uma mensagem ou um relato.


A LETRA

A letra é um elemento fundamental na comunicação. Ela poderá surgir como elemento isolado ou de reforço de uma determinada imagem visual, devendo ser cuidadosamente explorada.

Existem vários tipos de letra que podem ser encontrados diariamente. Podes identificá-los, por exemplo, nos jornais, revistas ou em cartazes.
Na letra, um dos factores importantes é o de conseguir um aspecto atraente, criativo e de fácil leitura.
As letras podem ser desenhadas de variadíssimas maneiras. Aos diferentes estilos dá-se a designação de tipo de letra ou fonte.

Dentro de um determinado tipo de letra pode haver uma grande variedade de letras: podem ser grandes ou pequenas – corpo da letra; mais estreitas – condensadas; ou mais alongadas – expandidas.

Podem ainda ser finas, médias ou cheias.

O corpo da letra deve estar de acordo com a mensagem a transmitir.
O desenho de letras que irás realizar deve ser feito com grande liberdade de expressa, sem no entanto deixares de ter em conta alguns princípios:

- a sua leitura deve ser fácil e rápida;
- a sua proporção;
- a sua forma estética;
- a adaptação ao fim a que se destina;
- a sua cor.

Quando pretendemos desenhar letras é necessário, antes de mais determinar a altura e largura das letras.

Para construíres as tuas letras podes utilizar o método da quadrícula. Através da quadrícula podes medir os espaços que elas ocupam, o que facilita a sua construção.

http://www.graffiticreator.net/